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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Grammy 2015: Sam Smith, Beyoncé, Pharrell e quem é Beck?

Tudo começou a performance do AC/DC. A performance do hit Highway To Hell e do novo single Rock or Bust pôde mostrar que a noite seria quente. Falando em AC/DC, os roqueiros cantaram a nova música de trabalho com a ajuda de um teleprompter. Como eles não sabiam a letra da própria música, hein?
A noite vai ser animadíssima!
Sam Smith encantou os críticos e levou quatro gramofones dourados para casa. O fofucho trocou beijinhos e abraços com Katy Perry, Talyor Swift, Rihanna e mais. E de pensar que a Gravação do Ano e todo o álbum de Smith foi resultado de uma grande decepção amorosa... A mesma história da Adele.

Muitas apresentações marcaram a noite no Staples Center, em Los Angeles. Dueto entre Tony Bennet e Lady GaGa, Gwen Stefani e Adam Levine, Jessie J e Tom Jones. Mas os solos chamaram mais atenção, como Usher cantando If It's Magic, em homenagem a Stevie Wonder, ou Miranda Lambert, que agitou a plateia.
Rihanna escondida no vestido-balão gigante Foto: Vogue
Por ser uma cerimônia longa, muitos artistas puderam se apresentar. Rihanna, Paul McCartney e Kanye West mostraram o novo single FourFiveSeconds, enquanto Madonna divulgou sua faixa Living for Love, cujo clipe estreou no Snapchat (Madge tá ligada nas redes sociais...). O fim triunfal de Beyoncé, em tributo ao filme Selma, que conta a história da marcha pelos direitos civis dos negros, foi um dos pontos altos da noite. Um show de extensão vocal!

O momento mais divertido, no entanto, ficou com Kanye West. A Billboard, vocês, eu e toda a torcida do Flamengo quebraram a cara. Beyoncé, com o inovador e - quiçá - o melhor disco de sua carreira ficou a ver navios, perdendo o prêmio de Álbum do Ano (o qual a diva nunca levou, e olha que são 20 Grammys) para Beck. O roqueiro tem lá as suas peculiaridades, como ter dois disco entre os melhores da história, segundo uma lista da Rolling Stones, mas ganhar da Beyoncé deixou todos boquiabertos. O rapper tratou de subir no palco e quase protestou pela vitória de Beck (a la Taylor Swift em 2009).

Muito importante para o evento, o famoso tapete vermelho, que acontece antes do próprio evento. O palco dos vestidos bizarros (Rihanna parecia um balão grávido naquele vestido), criatividade nos acessórios (bolsinha da Kelly Osbourne era um peixe!) e looks simples (aka Beyoncé e Nicki Minaj).
Clique indiscreto na Madonna Foto: Getty Images/R7
Classudoncé Foto: E!
Linda como a sua bolsinha, não? Foto: AFP
E que venham os vencedores (com os créditos para a Rolling Stones):
Gravação do Ano
"Stay With Me" – Sam Smith

Música do Ano
"Stay With Me" – Sam Smith

Álbum do Ano
Beck - Morning Phase

Artista Revelação
Sam Smith

Melhor Álbum Country
Platinum – Miranda Lambert

Melhor Performance Pop
Pharrell Williams - "Happy"

Melhor Álbum Pop Vocal
Sam Smith - In The Lonely Hour

Melhor Álbum Rock
Beck - Morning Phase

Melhor Performance R&B
Beyoncé part. Jay Z - "Drunk In Love"

Melhor Duo Pop/ Performance em Grupo
A Great Big World With Christina Aguilera – "Say Something"

Melhor Álbum Tradicional Pop Vocal
Tony Bennett & Lady Gaga - Cheek To Cheek

Melhor Performance Rock
Jack White – Lazaretto

Melhor Performance Metal
Tenacious D – The Last In Line

Melhor Canção Rock
Paramore – "Ain't It Fun" - Hayley Williams & Taylor York, autores

Melhor Álbum Alternativo Rock
St. Vincent - St. Vincent

Melhor Performance Rap
Kendrick Lamar – "i""

Melhor Colaboração Rap
Eminem part. Rihanna – "The Monster"

Melhor Canção Rap?
Kendrick Lamar - "i" K. Duckworth & C. Smith, autores

Melhor Álbum Rap
Eminem - The Marshall Mathers LP2

Melhor Performance Tradicional R&B
Jesus Children - Robert Glasper Experiment part. Lalah Hathaway & Malcolm-Jamal Warner

Melhor Canção R&B
Beyoncé part. Jay Z - "Drunk In Love" - Shawn Carter, Rasool Diaz, Noel Fisher, Jerome Harmon, Beyoncé Knowles, Timothy Mosely, Andre Eric Proctor & Brian Soko, autores

Melhor Álbum Urbano Contemporâneo
Pharrell Williams – Girl
Pharrell Williams, sua mulher e sua bermuda Foto: E!

Melhor Álbum R&B
Toni Braxton & Babyface - Love, Marriage & Divorce

Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo
Chris Thile & Edgar Meyer - Bass & Mandolin

Melhor Álbum Eletrônico/Dance
Aphex Twin - Syro

Melhor Gravação Dance
Clean Bandit part. Jess Glynne - "Rather Be"

Melhor Coletânea para Trilha-Sonora
Frozen - Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez, Tom MacDougall & Chris Montan, produtores

Melhor Trilha-Sonora Original
Grande Hotel Budapeste - Alexandre Desplat, compositor

Melhor Canção para Trilha-Sonora
"Let It Go" de Frozen - Kristen Anderson-Lopez & Robert Lopez, autores (Idina Menzel)

Melhor Performance Country
Carrie Underwood – "Something In The Water"

Melhor Duo/Performance Grupo Country
The Band Perry – "Gentle On My Mind"

Melhor Canção Country
"I'm Not Gonna Miss You" - Glen Campbell & Julian Raymond, autores (Glen Campbell)

Melhor Álbum Bluegrass
The Earls Of Leicester - The Earls Of Leicester

Melhor Performance Roots Norte-Americano
Rosanne Cash – "A Feather's Not A Bird"

Melhor Canção Roots
Rosanne Cash – "A Feather's Not A Bird"

Melhor Álbum Americana
Rosanne Cash - The River & The Thread

Melhor Álbum Folk
Old Crow Medicine Show - Remedy

Melhor Videoclipe
Pharrell Williams – "Happy"

Melhor Composição Instrumental
John Williams - "The Book Thief"

Melhor Arranjo Instrumental ou A Cappella
Pentatonix - "Daft Punk"

Melhor Arranjo, Instrumental e Vocal
Billy Childs - "New York Tendaberry"

Melhor Pacote de Gravação
Pearl Jam - Lightning Bolt - Jeff Ament, Don Pendleton, Joe Spix & Jerome Turner, diretores de arte

Melhores Notas de um Álbum
Ashley Kahn, John Coltrane - Offering: Live At Temple University

Melhor Engenharia de Som, Não Clássico
Beck - Morning Phase - Tom Elmhirst, David Greenbaum, Florian Lagatta, Cole Marsden Greif-Neill, Robbie Nelson, Darrell Thorp, Cassidy Turbin & Joe Visciano, engenheiros; Bob Ludwig, engenheiros de som

Melhor Álbum Surround Sound
Beyoncé - Beyoncé - Elliot Scheiner, engenheiro de mixagem; Bob Ludwig, engenheiro de mixagem; Beyoncé Knowles, produtora de mixagem
E até o ano que vem! (oremos)

domingo, 23 de março de 2014

3 cantores que já morreram e deixaram saudades!

A lista de hoje relembra três cantores marcantes, de diferentes regiões do globo. Seja nos EUA, América Latina ou Europa, esses três artistas ultrapassaram fronteiras, mas morreram relativamente cedo. Michael Jackson, Selena Quintanilla e Amy Winehouse fazem falta ao mundo da música.

Michael Jackson (1958 - 2009)
Famoso e dedicado, Michael Jackson tinha um estilo único de cantar e dançar. Treinado seu pai, Joseph Jackson, desde os cinco anos, Michael apanhava e sofria tortura psicológica. Com a infância perdida, o sucesso para o grupo Jackson 5, onde Michael era o destaque, logo veio. Hits como I'll Be There e ABC transformaram o quinteto em um enorme sucesso, até que Michael despontou em carreira solo.
Em, 1979 Michael Jackson fisicamente diferente dos tempos de Jackson 5
Dono de inúmeros prêmios, o cantor tem o disco mais vendido do mundo, Thriller, cuja faixa homônima é vista não só como inovadora para a época, mas também como o melhor clipe da história. Apesar de algumas polêmicas envolvendo pedofilia, Michael é notado como o maior artista existente, o aclamado rei do pop.
Michael Jackson em 1987: mais mudanças
Em 2009, para a comoção mundial, o cantor morreu de intoxicação aguda do anestésico propofol, após sofrer uma parada cardíaca. Após sua morte, sua família já faturou mais de 1 bilhão de dólares, entre CDs póstumos, filmes, documentários e outros produtos.
Michael Jackson irreconhecível em 2001
Sucessos: Bad, Billie Jean, Black or White, Don’t Stop Til You Get Enough, Smooth Criminal, Thriller e You’re Not Alone.

Selena (1971 - 1995)
Nascida no Texas, mas de família com muitos mexicanos, Selena tem uma história triste. Considerada como a Madonna mexicana, a cantora de cumbia foi incentivada pelo pai, frustrado por não conseguir sucesso com seu grupo, na juventude. Dividindo-se entre os norte-americanos e mexicanos, Selena y los Dinos (grupo com seus irmãos) logo se desfez, para dar espaço à grande artista que ali nascia. Presença de palco e voz admirável eram características marcantes da carismática Selena.

Mas o ápice de sua carreira veio com o álbum Amor Prohibido, lançado em 1994, que a lançou para o mundo. Selena estourou com as canções Amor Prohibido, Bidi Bidi Bom Bom e No Me Quedas Más, ganhou o Grammy por seu álbum ao vivo lançado em 1993 e começou as gravações de um disco em inglês.
No entanto, uma briga com a presidenta de seu fã-clube - que fora demitida por estar desviando dinheiro - resultou na morte da mexicana-americana.
Selena no Grammy Awards 1994
Yolanda Saldívar convenceu Selena a aceitar um encontro em um motel em Corpus Christi, no Texas, alegando ter sido estuprada no México. As duas se encontraram, consultaram um médico, que constatou a mentira de Yolanda, e voltaram para o motel. Durante uma discussão, Yolanda Saldívar tirou uma arma da bolsa e apontou para a jovem de 23 anos. Selena tentou fugir, mas foi alvejada no ombro. A cantora ainda conseguiu chegar até uma recepcionista do local e contar o ocorrido, enquanto Yolanda a perseguia. Como uma artéria fora atingida, Selena morreu no hospital por perda de sangue, às 13h08 do dia 23 de março de 1995.
Fenômeno latino
Após muito alvoroço nas imprensas norte-americana e mexicana, Yolanda foi condenada à prisão perpétua e só poderá pedir a condicional a partir de 2025. O álbum em inglês Dreaming Of You foi lançado incompleto, em 1995, com faixas adicionais de seus sucessos anteriores, em espanhol. Selena foi a primeira latina a atingir o topo da parada musical norte-americana e teve um filme com sua biografia lançado em 1997, estrelado por Jennifer Lopez. Mesmo com uma morte prematura, Selena só fica atrás de Shakira e Gloria Estefan no número de vendas mundiais por uma artista latina. Até hoje lembrada, a rainha da Tejano Music já ganhou diversas coletâneas. Definitivamente, sua carreira não parou em 1995.

Sucessos: Amor Prohibido, Bidi Bidi Bom Bom, Como La Flor, El Chico del Apartamento 512, No Me Quedas Más e Ya No.

Amy Winehouse (1983 - 2011)
Influenciada pelas músicas de Frank Sinatra e Ella Fitzgerald, a jovem Amy foi se apaixonando por jazz e, aos nove anos, foi influenciada pela avó a se matricular numa escola de artes, para aprimorar a voz. Sua adolescência foi conturbada, em meio ao adultério do pai, que deixou a família para ficar com outra mulher. Aos 14 anos, Amy Winehouse começou a usar drogas e a compor músicas.
Amy Winehouse em 2004
Mas o sucesso só veio em 2003, com seu disco de estreia. Após alguns anos cantando em barzinhos, a cantora passou no teste da gravadora Island Records e lançou o CD Frank, que fez sucesso moderado no Reino Unido. Depois de uma crise em sua vida pessoal, quando se separou de seu namorado e ex-assistente de vídeo Blake Fielder, Amy se afogou nas drogas e no álcool. Esse término foi a inspiração para o disco que a lançou no cenário mundial: Back to Black. A faixa Rehab - onde a cantora se nega a ir à reabilitação - foi um grande sucesso mundial e as vendas do álbum foram altas em todo o mundo. Amy se tornava um ícone: sua magreza, o penteado e a maquiagem pesada se tornaram uma marca registrada da cantora. Cheio de idas e vindas, o relacionamento conturbado com Blake Fielder virou notícia dos tabloides mundo afora. Amy sofria com cliques indiscretos, além de comentários sobre seu corpo e seu vício em drogas.

Back to Black rendeu cinco gramofones dourados, sendo o destaque do Grammy Awards 2007. No entanto, a vida pessoal começava a atrapalhar sua carreira: a cantora aparecia bêbada em shows, saía antes do fim das músicas e aparecia descontrolada em fotos dos paparazzis. Após um período de férias, a cantora lançaria um novo disco, mas foi encontrada morta em julho de 2011, em sua mansão em Londres. A causa esperada foi confirmada: intoxicação por uso de drogas. A compilação de faixas inéditas Lioness: Hidden Treasures foi lançada postumamente e vendeu quase 5 milhões de cópias, tendo vencido um Grammy em 2012. O timbre e estilo marcante da cantora continuam a influenciar uma legião de cantores, como Adele, Bruno Mars e Duffy, além de ter dado mais notoriedade à música britânica, que voltou a ter destaque no cenário musical global.
Amy Winehouse em 2007

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O que rolou no Grammy 2014!

Anteontem rolou a entrega de prêmios do 56º Grammy (não pude postar ontem por problemas técnicos), com uma concatenação de estrelas do mundo da música de dar inveja. Apesar de grandes artistas como Beyoncé, Katy Perry e Lady GaGa estarem concorrendo a poucas categorias (provavelmente ficarão para o Grammy 2015, por terem lançado os trabalhos no fim de 2013), as performances e a entrega de prêmios se destacou mais do que os vencedores em si.

A abertura da cerimônia foi feita pelo casal mais poderoso da música: Beyoncé e Jay Z, com Drunk in Love. A cantora chamou atenção por estar nitidamente mais magra e com os cabelos molhados na performance, com uma pegada de mulher-fatal-no-escuro.

Lorde também performou a premiada Royals, que tirou - mais uma vez - a chance de Katy Perry ganhar seu primeiro gramofone dourado. Katy vem sendo indicada ao Grammy desde 2009, mas nunca leva um prêmio sequer para casa. E pelo visto, não levará tão cedo, pois a performance teatral e bem produzida de Dark Horse não teve bons vocais. A cantora de estúdio encarnou uma bruxa louca, num clima bem dark, com a típica voz rouca e ofegante. Não vai ser dessa vez, Katy.

Ainda sobre Perry, quando Alicia Keys anunciou o prêmio de Performance Pop para Royals, Katy pensou ter ouvido Roar e chegou a se empolgar por poucos segundos, rapidamente se recompondo ao entender que a dona do look Mortícia havia levado seu Grammy, com Royals.
Mortícia neozelandesa levou dois prêmios.
O mesmo aconteceu com Taylor Swift, que pensou ter ouvido Red como vencedor do Melhor Álbum, mas na verdade, o Random Acess Memories, dos dois franceses de capacete, é que haviam levado a melhor.

Diferente das colegas de trabalho, Pink fez bonito no Grammy, com uma performance acrobática de Try e Just Give A Reason, seus dois últimos grandes sucessos.

Como sempre, houve vários looks diferentes, dos mais bizarros aos mais comuns. Deixo alguns dos principais e a lista de vencedores (que deveria ser o principal, né?). Até o Grammy 2015, gente!
Daft Punk e mania de não mostrar o rosto levaram quatro gramofones.
Beyoncé com o cabelo seco dando dicas ou pegando dicas de moda com a Lorde...
Mais um para a coleção de Bruno Mars.
Sara Bareilles: Blossom que ficou "famosa" por ser "plagiada" por Katy Perry.
Robin Thicke pegador  e sua mulher Paula Patton.

Principais vencedores:
Disco do ano: "Random Access Memories" - Daft Punk
Single do ano: "Get Lucky" - Daft Punk, Pharrell Williams e Nile Rodgers
Canção do ano: "Royals" - Lorde
Artista revelação: Macklemore & Ryan Lewis
Produtor do ano: Pharell Williams
Performance pop solo: "Royals" - Lorde
Performance pop duo/grupo: "Get Lucky" - Daft Punk, Pharrell Williams e Nile Rodgers
Álbum de pop vocal: "Unorthodox Jukebox" - Bruno Mars
Performance de rock: "Radioactive" - Imagine Dragons
Canção de rock: "Cut Me Some Slack" - Dave Grohl, Paul McCartney, Krist Novoselic e Pat Smear
Performance de R&B tradicional: "Please Come Home" - Gary Clark Jr.
Canção de R&B: "Pusher Love Girl" - Justin Timberlake
Álbum de R&B: "Girl on Fire" - Alicia Keys
Álbum de rap: "The Heist" - Mackelmore & Ryan Lewis
Colaboração de rap: "Holy Grail" - Jay-Z feat. Justin Timberlake
Performance de rap: "Thrift Shop" - Mackelmore & Ryan Lewis feat Wanz
Performance de country solo: "Wagon Wheel" - Darius Rucker
Performance de country duo/grupo: "From This Valley" - The Civil Wars